É Rodeio

Os brasileiros tem sido praticamente imbatíveis nas últimas temporadas

30/04/2013

ABINER HENRIQUE THERÉZIO

Foto: André Silva


O sucesso, tanto dos veteranos quanto dos recém-chegados, é explicado por diversos fatores. Pode-se incluir talento, determinação e persistência. Porém, outra receita de sucesso já percebida até pelos próprios americanos é a união entre os representantes brasileiros nos Estados Unidos.

Recentemente, em uma entrevista, Austin Meier, que foi o melhor atleta americano nas temporadas 2010 e 2011, chamou a atenção para este detalhe, de que apesar de ser um esporte individual, os brasileiros agem sempre em coletividade. “Há qualquer momento, se tiver brasileiro dentro do brete, há dois ou três ao seu redor, ajudando, conversando, incentivando”, declarou Meier. Segundo ele, estar emocionalmente ligado com outro atleta ajuda na hora de sua montaria, pois se seu amigo foi bem, você se sente encorajado, otimista. O competidor completou dizendo que mesmo fora da arena, você nunca vê um brasileiro sozinho. “Não faço ideia do que eles falam, mas eles conversam entre si o tempo todo. No hotel, no vestiário, eles estão sempre conversando, coisa que nós americanos não fazemos”, completou. Essa união entre americanos é muito comum em eventos da divisão de acesso ou no campeonato da Professional Rodeo Cowboys Association, onde os atletas viajam de carro e passam horas juntos, formando, indiretamente, uma equipe. Na divisão principal da PBR, onde os competidores vão aos eventos na maioria das vezes de avião, acabam surgindo brechas para o individualismo. Ty Murray, que em sua carreira competiu tanto na PRCA quanto na PBR, lembrou parcerias como as de Lane Frost, Tuff Hedeman e Cody Lambert no final da década de 80 e que ele próprio passou a fazer parte depois da morte de Frost.

Fundador da PBR, Murray enfatizou a importância de se ter um amigo viajando e competindo ao seu lado. Para Robson Palermo, o desempenho dos americanos vai melhorar muito se eles forem mais unidos. “Nós conversamos antes das montarias, indicamos touros, compartilhamos o que sabemos dos animais que o outro vai montar e depois do evento, ainda analisamos os erros e os acertos”, disse. Palermo lembrou que quando chegou aos Estados Unidos, em 2006, o número de brasileiros era menor do que hoje e havia um quarteto formado por Justin McBride, J.W. Hart, Ross Coleman e Tater Porter. “Onde você via um, podia ter certeza que veria os outros três. Eles eram inseparáveis e hoje você não vê isso com nenhum atleta americano”, afirma. O brasileiro afirma que é preciso ir além de apertar a corda. “Você precisa de talento, mas é importante ter um grupo a sua volta que te fortalece em todos os momentos”, finalizou. 

Copenhagen Piramidy Iha FM Os Vaqueiros Radade
REVISTA É RODEIO ®
A REVISTA DO RODEIO BRASILEIRO
44 3056-1015